Visão

Nosso Visão

O Projecto Floresta Desperta está a recuperar uma área composta sobretudo por uma monocultura abandonada de pinheiros, aninhada nas encostas da Serra do Açor. Impulsionados por uma paixão pela natureza verde e um amor à terra, estamos a começar a recriar o paraíso de plantas folhosas que é natural para a área. Motivados pela convicção no natural optimismo da Vida, estamos entusiasmados por trabalhar com esta terra, pois reconhecemos que, à medida que a recuperamos, ela apoia-nos, de corpo e alma.

As monoculturas de pinheiro e eucalipto que cobrem a maior parte da área são extremamente prejudiciais para a biodiversidade, clima, vida selvagem e ciclo da água. Tal como na maior parte das áreas com monoculturas, há uma surpreendente falta de biodiversidade, numa região que poderia ser rica e diversa. Os resinosos pinheiros e eucaliptos são extremamente inflamáveis e, todos os Verões, incêndios devastam a região.

Activismo Sagrado

A exploração e o abandono da terra e a floresta nesta região é um pequeno exemplo do que está a acontecer em praticamente todos os ecossistemas do planeta. Certos da nossa superioridade e da separação com a Natureza, nós, humanos, tratamos o nosso planeta como um supermercado para prover as nossas necessidades cada vez maiores, a todo o custo.

Muitos de nós reconhecemos que isto, simplesmente, não pode continuar – o modelo de crescimento económico infinito que leva a esta pilhagem da natureza é insano e imoral. Reconhecemos também que não é suficiente apenas tentarmos parar e reparar os danos. Vemos que, todas as nossas crises globais são causadas pela forma como os seres humanos se relacionam com o planeta, consigo próprios e entre eles. Isto tem de mudar, caso contrário, quaisquer outras mudanças não serão duradouras ou sustentáveis porque ainda estarão a operar no antigo paradigma de ganância e separação.

Precisamos, nada menos, do que uma mudança da consciência que envolva a totalidade do que somos e reconheça todas as formas que precisamos de transformar para que a mudança duradoura ocorra. Então, à medida que trabalhamos aqui na floresta, estamos não só focados na mudança exterior como também na transformação interna – a da nossa consciência individual e também da nossa consciência colectiva que molda a nossa cultura. Através da meditação, do inquérito e de uma forma mais simples de viver na Natureza, enraizamo-nos numa dimensão mais profunda da existência. Deixamos de ter o foco nas nossas crenças condicionadas e hábitos e aprendemos a relacionar-nos de uma forma mais sã, autêntica e em amor.

Recursos sustentáveis

Temos uma visão destas belas encostas verdejantes com uma abundância de espécies, naturalmente resistentes aos fogos e a explodirem de vida. As espécies de árvores autóctones proporcionam uma riqueza de recursos alimentares. Criar madeira e lenha pode ser conseguido através de uma atenta e correcta gestão. Estamos a plantar árvores e outras perenes para provermos as nossas necessidades localmente e, também, ao criarmos uma variedade de espécies, aumentamos a diversidade de recursos disponíveis. Estamos a criar espécies que têm vindo a ser cultivadas na área há séculos e seleccionámos também, cuidadosamente, espécies exóticas de toda a parte do mundo. Através da observação e da experimentação, tendo o cuidado de não introduzir espécies invasoras, estamos a perceber o que “quer” crescer aqui e como podemos ajudar os processos naturais de revigorar esta terra. Esperamos inspirar e informar outras pessoas, de perto e de longe, tal como somos inspirados e informados também.

Ensino e Aprendizagem

Estamos a criar oportunidades de aprendizagem experimental sobre todos os aspectos da vida sustentável no bosque. Queremos mostrar às pessoas como é possível viver de forma mais directa com a Natureza; criando e usando os recursos disponíveis. É a nossa experiência que, quando dada a oportunidade de viver uma vida simples, os nossos olhos se abrem para o que os recursos que usamos originam e o que requer obtê-los. Um exemplo simples: para fazer uma fogueira, precisamos de encontrar a lenha, tirá-la da floresta, transportá-la, cortá-la, secá-la, levá-la para casa e depois acender a fogueira. Isto requer tempo, energia e pensamento. Começamos a apreciar os recursos e a ficar relutantes em desperdiçá-los e vendo os resultados das nossas acções, percebemos que as nossas acções têm consequências. Isto reconecta-nos com todas as nossas responsabilidades, de tal forma que nos sentimos habilitados e impelidos a fazer outras mudanças significativas nas nossas vidas.

Descobrindo a realidade

Muito frequentemente nos dias de hoje, a realidade está contida num ecrã, comunicamos através de máquinas e tudo está disponível, carregando num botão. Não há nada de, intrinsecamente, errado com essas tecnologias, as quais têm o potencial de nos servirem e servirem a evolução da nossa cultura tão bem. No entanto, muitos de nós, somos demasiado estimulados e confundidos pela nossa cultura e pela panóplia de possibilidades disponíveis. O que acontece quando nos desligamos dessa complexidade por um tempo? Queremos dar espaço para que as questões realmente importantes surjam. Quem somos nós e o que é real? Quais são os nossos valores? Qual é o nosso verdadeiro potencial e estaremos a viver em conformidade com isso? Em que direcção está a nossa cultura a evoluir? E é essa a direcção em que queremos seguir? A meditação e o contacto directo com a Natureza cria o espaço para que respostas mais autênticas para a Vida emerjam e viver de forma mais simples dá tempo para inquirir profundamente sobre estas questões.

Vida simples

A nossa experiência é que há uma qualidade misteriosa que descobrimos quando passamos tempo na floresta, que pode reconectar-nos com o que é realmente importante e é a partir daí que nos podemos envolver com a Vida e com todas as suas complexidades e tecnologias. Para nós, a floresta é uma metáfora para toda a natureza verde e, em última análise, para a Vida em si. Na nossa experiência, o quanto nos sentimos separados da Natureza, é o quanto estamos separados de nós próprios e da Vida. Vivendo e trabalhando na Natureza por um período de tempo, percebemos que nós SOMOS a natureza, não estamos separados dela. Percebemos que o fosso que nos impusemos se fechou e despertamos para o que é verdadeiro. Voltamos a nós ao passarmos tempo na floresta. Ao ter uma Vida simples por um tempo, podemos descobrir o que significa ser, naturalmente, nós próprios.

Eventos

Concerto, Conversa e Discussão - 1 e 2 de Agosto - Coja e Benfeita

Temos a honra de receber Tiokasin Ghosthorse, que viaja desde a sua reserva em Dakota do Sul até Portugal, para partilhar connosco oração, música e sabedoria intemporais.

Benfeita, 1º de Maio de 2017
Hoe houd ik van mijn lichaam en vind ik vrijheid in obsessies met eten. Donderdag 18 – zondag 21 mei 2017 Buinen, Netherlands

Heb jij een negatief beeld van jouw lichaam?

Quinta da Floresta, Benfeita 21 Outubro das 10h às 17h

Devido à grande procura, venho com grande satisfação anunciar uma nova oportunidade esta Primavera de iniciar a aprendizagem da arte e ciência do reconhecimento de plantas, no nosso bonito vale na Serra do Açor.

Quinta da Floresta, Benfeita 2018

Desde há milénios que as pessoas se retiram para locais selvagens para encontrar a paz interior e uma maior perspectiva da Vida. A Natureza, com a sua simplicidade e beleza, sustenta um profundo relaxamento do corpo, mente e alma.

ÚLTIMAS ENTRADAS NO BLOGUE

Sou apaixonado por construir com madeira em toros (troncos?). Conheço poucas coisas que façam sentido de tantas maneiras, quase todas de sentido prático e ecológico – o que no fundo é o mesmo – mas também financeiramente, esteticamente e em termos de resiliência e gestão da floresta.   

Ouvi dizer que, quando se está a criar, está-se mais próximo do Criador e, na minha experiência, isso é verdade.

Depois de um longo, quente e seco Verão, finalmente alguma, benvinda, chuva veio em Setembro. Estivémos fora durante as primeiras chuvas mas houve mais e depois de alguns dias de sol, fomos até uma floresta de bétulas e castanheiros mais adiante na montanha.